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Formiga No Inverno

Agora dói.
Dá um aperto e a insegurança é maior.
Mas sinto que não cheguei ao fundo do poço ainda.

Meus tempos de formiga no inverno acabaram.
É chegada a minha primavera.
É preciso arregaçar as mangas e trabalhar pelo que quero.

Lutando contra o tempo, penso em algumas possibilidades.
Agora, tudo ao mesmo tempo.
Inclusive as ideias escapistas.
Capitalistas.

A poesia agora é mais operária.
A não-estabilidade é questão temporária.
Algumas concessões serão necessárias.

Mas antes do fundo do poço, eu me ergo de novo.
Estou certo disso.
Por isso deixo o desespero para depois
e preparo-me para uma longa estação...
Sonhando com um novo inverno.


(Júlio B.)
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