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Ares

Tire esse dedo da minha direção!
Não foi a minha intenção...
Eu nunca te quis mal, eu nunca te fiz mal,
não sou esse monstro perverso,
pelo inverso, eu te dei a parte mais bonita de mim.
Não, não era necessária essa guerra de festim
que você moveu contra mim.
Agora entendo que você nunca foi a fim,
mas não precisava ter terminado assim,
nesse ataque covarde, nesse ardiloso massacre,
esse sabor tão acre...
Eu não merecia, e achei que não suportaria,
mas suportei.
E mantenho vivo cada desejo que ainda arde.
O coração uma hora cicatriza.
A tortura à qual fui entregue ainda dói,
mas dor física eu já aprendi a suportar.
A maldade era toda sua e não minha.
A má intenção era você quem tinha.
O ódio era seu, e só dos seus.
Foram vocês que brincaram de deus,
que me usaram de fantoche, de pichorra,
mas não pense que desejo que você morra.
Da minha parte, acredite, era amor.
Mas você passou por cima de tudo como um trator.
Você foi um oponente traiçoeiro por querer,
eu nem ao menos tinha como me defender.
Você foi toda a minha perdição,
quando eu te considerava dono do meu coração.


(Júlio B.)
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