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Atena

Eu sei, minha batalha nunca terá fim.
Eu me esforço o quanto posso,
mas nem sempre depende só de mim.
Luto contra o tempo, luto por um sentimento.
Eu tento até mesmo quando é imprudente.
Sou um cavaleiro errante e insistente,
em busca de um objetivo sem juízo.
Quando não há mais caminhos, improviso.
Encontro brecha quando a porta se fecha.
Ergo minha espada e me atiro como flecha.
Miro um ambicioso e negligente objetivo.
É esta busca que me mantém vivo.
A grande batalha, na verdade,
é mais interna e menos declarada,
vai além da luta pra ter a pessoa amada.
Luto pra não deixar as regras dos outros me mudarem.
A diferença mora onde não há conserto,
e nem eu o consentiria, se tivesse.
Essa é minha luta constante.
É assim que tenho vivido, me fazendo de escudo,
suportando esses tiros.
Como eu preferiria que essa flecha fosse a de um cupido!


(Júlio B.)
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