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Ansioso

Como não costumo ser:
meus dedos não encontram firmeza
e nem minha mente concentração.
Tento um pensamento novo, mas não me aguento e volto para o que me aflige.
Um pouco de medo, talvez.
Eu sei, a ansiedade está me consumindo.

Uma curiosidade mórbida a me absorver.
Segundos seculares.
Olhares perdidos.
Perspectiva de mudança de ares.
Mal caibo em mim mesmo.

Espero.
Não há, de fato, algo o que fazer.
Ansioso, mas espero.
Tento manter a respiração tranquila.
Tento relaxar.

Mas não adianta muito.
Estou ligado.
Elétrico.
Neurótico e quase utópico.
Estou preocupado.
Estou a instantes da quebra do círculo destrutivo de rotina que me envolveu.
Ou não.
Por isso, ansioso.

O coração dispara em bruscas pulsações a cada pressentimento de resposta.


(Júlio B.)
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