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19 De Novembro

Nem sei o que mais poderia ser.
Ver a chuva vertical do alto dessa cidade que mexe tanto comigo.
Essa cidade agridoce,
essas oportunidades,
esse temporal.

Meu despertar, apressado, atrasado, em busca de uma direção.
Sucesso tantas vezes sem mesmo merecê-lo.
E, no que realmente mereço, frustração.

De pé, cópias de tantas certezas de que preciso.
Anexo por anexo, monto meu reino imaginário.
De vez em quando, acho até que pode ser...

Tanta correria.
Nelson Rodrigues, Almodóvar,
mais um dia.
Impressões.
Rostos jovens.
Encontros marcados.
Casualidades.
Fatalidades.
Guarda-chuva.

Tempo sempre tão curto.
Às vezes, realmente esqueço que vou morrer
e tenho ímpetos tempestuosos de aproveitar a vida.
E quero viver tudo.
Tudo.

Essa e todas as cidades.
Esse e todos os modos.

Às vezes, me esqueço de detalhes tão importantes.
Quando dá, corrijo.
Quando vencido, me recobro em atrativos esconderijos.

E redijo.
Escrevo-me em versos oblíquos.

Tento mudar pra melhor.
Quando o cansaço me vence,
existem meus amigos, que me fazem reacreditar.
Arrisco...
Sem medo de assumir a pretensão.
Assino onde precisar.
Falsifico, autentico, se sujar, me explico.
Negligencio ou levo a sério, tanto faz.
É tudo vida.
Sorrio.

Telefonemas.
Mentiras, verdades, omissões.
Táxi.
Elevador.
Baliza.
Molhado pela chuva.
Teclado.
Sono.

Tudo num dia.


(Júlio B.)
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