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Uma Luz Para Mim

Existiria então uma luz?
Brilharia pra mim?
Iluminaria-me?
Tornaria claro o meu caminho?

Quando vejo a luz, eu sonho.
Quando, no escuro, eu acordo.
Quando me esforço, eu recordo.

Mas é tudo tão embaçado.
Clareza apenas em telas brancas nas quais pinto minha imaginação.
Esboços de felicidade.
Quase relações.

Uma dança, por favor.
Só uma dança.
Tudo bem não haver luz, dancemos no escuro.
Pise em meu pé e saberei que é real.
Não, por favor, não acendam as luzes se eu estiver sozinho.
Não!

A clareza em minha determinação me torna cético.
Ou o ceticismo da minha cabeça me obriga a ser determinado e lúcido.
E me pergunto onde estaria a luz?
Sem luz, não há vida.

Quando sinto a luz, eu me nutro.
Quando, escuro, eu me aborto.
Quando perdido, caminhos tortos.

Embriagado em lucidez, eu tento.
Embriagado em lucidez, eu falho.
Ergo a cabeça e me mantenho.
Às vezes, choro.

Quando não há luz em meus olhos, eu me tranco.
Quando não há luz que meus olhos possam ver, eu entro em desespero.
Os holofotes, por favor, os holofotes.
E sol, e lua, e estrelas, e vagalumes, e tudo que puder brilhar.
E um ponto brilhante em algum lugar pra mim.


(Júlio B.)
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