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Eis O Meu Mundo

Sem enrolação, eis o ponto:
meu egocentrismo me cega e meus desejos me movem.
Quando, em relances, compreendo minha situação com clareza,
penso não valer mais a pena viver.
Mas, alto em auto-investigação, descubro que quero continuar mais um pouco.
Sei que posso ser melhor do que tenho sido.

Dizem que há maldade nos meus desejos.
Maldade...
Às vezes, acho que maldade é da natureza da pessoa
(sendo assim, não tenho saída).
Mas, às vezes, acho que maldade é circunstancial, é impusionada pela falta de opção
(e, por este ângulo, ainda posso me salvar).

É o que quero.
Quero ser piegas, romântico, encantador.
Quero ser sorridente o tempo todo!
Quero ser o que desdenho:
quero ser feliz.

Descer do salto alto chamado aceitação é vergonhoso.
Aceitar que todas as autoconversas filosóficas,
todas as teorias e dúvidas e divagações...
Tudo isso vai levar aos mesmos horizontes de quem nunca pensou sobre a vida...
Eu sei, é cruel.

Mas nem é isso o que mais me torna o que chamam de pessoa má.
O rótulo vem dos meus desejos.
Meus desejos supostamente perversos.

Até confesso, de vez em quando, sinto prazer com infortúnios alheios.
E até sou capaz de arquitetar maneiras de subjugar inocentes em meu favor.

Mas também admito que tenho bondade na maioria das minhas intenções...
É que as coisas, às vezes, fogem do controle.

Ah! Ser por instinto mau e ter consciência disso é quase uma morte.
Lutar contra isso é conflitante.
Paradoxo e concorrente.
Mas, assistindo a este mundo de cão, sei que posso ser melhor do que isso.


(Júlio B.)
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