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Exposto

Era eu ali, exposto.
Era como nunca havia feito antes:
na frente de qualquer um que quisesse ver.
Era o meu desejo ali,
à mostra.
Era tudo ou nada.
Era a primeira vez ou nunca.
Mas só seria se fosse exposto,
então, exposto foi.

É que o mundo é tão grande,
é que ninguém mais conhece ninguém.
Aí, eu me arrisquei dessa forma excessiva
e transcendeu qualquer expectativa.

Arriscado? Foi.
E arriscado será quando eu fizer outra vez.
Mas o que não posso é ficar em privação.

Tal carência me mata aos poucos.
Bloqueia minha mente.
Bloqueia meu corpo.
Bloqueia minhas palavras.
Endurece meu coração.

Sim, eu tentarei de novo,
o gosto do prazer com pitadas de perigo.
Tentarei sempre,
mesmo sujeito à qualquer exposição.


(Júlio B.)
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