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Julho

Sempre assim,
o bonde andando,
e nada de novo, exceto os rostos.

Sempre assim,
e não mais daquele jeito,
não mais aquela esquina de mistérios,
aquelas tardes sem destino.

Agora é assim,
vendendo minhas horas por dinheiro,
com a esperança de um dia ter tempo pra tentar ser feliz.

Agora é assim,
mais uma mudança de súbito,
e nada de novo, exceto essa cidade.

Agora é cinza,
uma vista de pedra pela janela,
uma nuvem tão baixa ou uma cidade tão alta.

É sempre assim,
nada demais.
O bonde andando,
a vida passando,
o tempo acabando,
os sonhos não se realizando,
exceto em minha cabeça...

Só mais um mês de julho.
O primeiro no reino de pedras,
onde a magia esvoaçante exala o perfume carbônico.
Os hormônios enlatados nos rostos desconhecidos
mantém viva a esperança outrora enfraquecida.
E assim segue a vida.


(Júlio B.)
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