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Quando Eu Te Vi Novamente

Quando eu te vi novamente, eu apenas sorri.
Mas sorri o sorriso de sentir tamanho alívio,
aquele sentimento bom que despertas em mim.
Quando eu te vi novamente, quase não acreditei.
Foi só um relance, mas pra mim quase um milagre.

Quando eu te vi novamente, estavas magnífico!
E eu estava apressado, todo atrapalhado no susto,
sem as rédeas dos meus passos em um carro frio,
e tu vieste ensolarado como um beijo de bom dia,
envolto naquela magia que só aos anjos pertence.

Quando eu te vi novamente, eras a perfeição!
Vi em ti uma grandiosidade que eu não suportaria.
Eu te vi daquele teu modo que ninguém faria igual,
toda tua liberdade flamulando ao vento, sorridente,
fios de ouro num universo próprio de movimentos...

Quando eu te vi novamente, admirei tua raridade!
Na verdade, quase explodi de alegria, uma euforia só!
O foco era em ti e não existia mundo ao meu redor,
só um cenário em cores tuas, em camêra lenta,
o que me fez reacreditar nos meus desejos abortados.

Quando eu te vi novamente, eu quis te seguir,
quis fugir contigo pra longe daqui, longe de tudo.
Nem lembrei do que senti ao chegar na tua casa vazia
e me deparar com a placa de "aluga-se" no portão.
Nem lembrei que tu nem sabes ao certo o meu nome.

Quando eu te vi novamente, eu esqueci de tudo.
Só o que lembrei foi da primeira vez que te vi.
Eu pensei que serias intocável e como te desejei!
E a primeira vez que te toquei, ah, como eu sorri!
Mas então te perdi, o mundo é assim, um monte de perdas.

Quando eu te vi novamente, suspirei esse verso em segredo.


(Júlio B.)
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