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Algoritmo Sem Ritmo

Já não sei declarar o risco.
Apenas arrisco, arbitrário.
Se fico aqui, enlouqueço.
Do contrário, se saio
e esqueço do que padeço,
cavo minha cova e nela caio,
mas sem deixar prova,
saio sempre de soslaio.
Por que não cai logo um raio
sobre o frágil fio
em que equilibro minha vida?
A tudo negligencio,
todo dia, a mesma lida,
o mesmo cio.
Rotina improdutiva, cansativa,
não me encaixo,
só me murcha, só me puxa,
só pra baixo,
e nunca solta,
dá sempre a mesma volta,
ciclo sem condição de parada.
No fim, não sobra nada,
nem música, nem poesia,
apenas instruções frias
(versionadas e revisadas)
e minhas ilusões vazias.


(Júlio B.)
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