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O Solo Fértil Após a Tempestade

Até as paredes da casa tremeram,
o teto ruiu, os vidros quebraram.
Quem estava dentro chorou,
quem estava longe nem viu,
e por que se importariam?
A porta estava aberta,
mas eles, os seguros,
por que nela entrariam?
Eles mal têm tempo
de tanto se vangloriar
por serem livres.
Livres, mas não liberais.
Livres, mas não mentes abertas.
Caretas de Paris e New York,
caretas poetas, ou quase,
apreciem sua liberdade segura
enquanto podem.
Por aqui, a tempestade devasta.
Arrasta e mata.
Arranca lágrimas e gritos
aflitos,
mas depois que ela para,
lá fora, o solo é fértil,
e voltaremos a plantar.
Nossa colheita será farta,
e também criativa.
Vocês tem a iniciativa,
mas fica tudo entre vocês mesmos.
Mas não tem problema,
pelo menos tenho o meu poema.


(Júlio B.)
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