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O Movimento que se Revela no Vento

Enquanto os meus olhos não-brandos
seguem o tempo todo procurando
o segredo do movimento
que era só meu e do vento
(e que você acabou me tirando
por andar me espionando),
eu ando me distanciando
de qualquer bando,
envolto em tantos mantos,
chapéu de escafandro,
malícia de malandro,
você sabe, nunca fui santo,
mas de quando em quando
te mando um alento,
que é como tento lidar
com seu jeito ciumento,
que está me matando,
bem, matando é modo de falar,
mas está sim me sufocando,
quando meus olhos precisam tanto de ar,
precisam tanto do vento,
que é onde se revela o movimento
que ando desde sempre a buscar.


(Júlio B.)
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