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Sublime

Não precisa ser árduo, pode ser suave.
Uma sinfonia doce, macia, bonita.
Sinto que preciso ser sublime.
Não faz sentido aridez.
Quero orvalho em meus sonhos
e brisa em minhas preocupações.
Sei que me alimento de humanidade,
mas ser humano pode ser suave.
Não precisa ser rude.
Instintivamente,
caminho pela orla mágica
que conduz ao que é sublime.
Renasço, leve, cheio de vida.
Renasço suave, pois morro em aridez.
Renasço sutil, sereno,
sensível, secreto.
Sem desespero, sem me machucar.
Sem me moldar, sem me vender,
não preciso fazer propaganda de mim mesmo.
Posso ser sublime sem me expor.
Posso sonhar com amores
sem dilacerar meu coração.
Não precisa ser tão amargo assim.
Pode ser doce, sublime.
Há tanta leveza esmagada na vida moderna.
Gosto de ser moderno,
mas às vezes eu me desencanto
e me assusto com a falta de doçura da humanidade.
Mas posso escaparar da dura realidade,
posso encontrar magia e poesia.
Posso sublimar isso tudo.
Aprecio sutilezas, mesmo que não rimem.
Suavidade singela.
Leveza e lirismo.
Sublime, ternamente sublime.


(Júlio B.)
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