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Regalo

O esforço que faço
pelo que me sustenta de fato
não chega aos pés do sapato
que uso sem laço
no esforço que faço
pelo que é meu agrado.
E nem faço caso
de acordar com o galo
na manhã pós-badalo,
porque o que faço
é do meu trato,
ao contrário do chato
cotidiano sensato
que me sustenta ingrato.
O esforço que faço
pelo que gosto de fato
não incomoda o meu braço,
que aguenta o cansaço
e cumpre o mandato
que a ele é dado.
Não reclamo do calo,
aprecio o embalo.
E se a sorte acaso
achar que é o caso
e me mandar um regalo,
não deixo sobrar trapo,
passo tudo no papo
e corro pro abraço.
O esforço que faço
por isso é de aço.


(Júlio B.)
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