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Ego Novo

De mim não restava quase mais nada,
apenas o frio de um sonho febril.
Lá cada palavra era uma cilada,
o olhar era hostil e o peito vazio.

Já longe demais pra voltar atrás,
cedi à maldade, rompendo as grades
da prisão voraz que não cabia mais
o aflito bradar de minha vontade.

Depois disso então eu me senti são,
livre do tormento em meu pensamento
e do doentio desejo febril.

Bateu tanto em vão o meu coração,
que nesse momento não sei se aguento
meu tom pueril e meu ego a mil.


(Júlio B.)
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