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Clio, A Musa Proclamadora

Único carro em plena madrugada
na avenida mais movimentada
da cidade,
me levando em marcha acelerada
aos destinos certeiros de cada
ansiedade.

Foi tão longa a peregrinação
que, de tanto breu e escuridão,
o meu fogo
nem sempre foi maior que a provação,
mas você manteve a inspiração
desse jogo.

Afinal, é isso o que você faz,
o que para o mundo você traz
de melhor,
musa da história, única capaz
de relatar minha sede voraz,
meu suor.

Ó musa da criatividade,
condutora da felicidade
dos meus dias,
deixamos marca nessa cidade,
fervemos com calor de verdade
noites frias.

Foram tantas as nossas histórias,
alcançamos juntos tantas glórias
e lugares
que seguiremos as trajetórias
das próximas fases transitórias
sem pesares.

Ó Clio, podes proclamar agora
pra toda essa cidade que chora
a tua ida
que seguirei sem ti mundo afora
porque foste a minha professora
nessa vida.

Fui a você num dia de sorte
e desde então meus passos tem norte
e qualidade.
Obrigado pelo seu aporte,
minha gratidão será mais forte
que a saudade!

Mas agora te deixo partir
pros caminhos que tens a seguir
sem rodeios.
Tens tanto ainda por difundir
num mundo sedento do elixir
de teus seios.

Leve o pergaminho e a trombeta,
sua pena, seu livro e palheta.
Pegue o frio
em cada coração e o converta
nesse calor que me fez cometa.
Adeus, Clio.


(Júlio B.)
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