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Nos Braços Do Sono

Ó peso da horas,
dos dias, dos anos,
ó peso do sono,
ó peso que me arrasta para a não existência,
agora você me vence,
apesar de qualquer resistência,
da minha insistência em continuar acordado,
vivendo, produzindo, sentindo.
Ó peso dos sonhos,
pesadelos,
ó peso que anula a minha consciência,
agora você vence,
mas sua vitória é efêmera,
sua força é passageira
e minha vontade prevalece dia após dia
quando meus olhos se abrem novamente
depois das horas da sua glória.
Ó peso do sono,
você vence,
mas eu sempre reinicio a brincadeira de gato e rato.
E assim vamos vivendo,
você pesando,
eu te enganando,
dormindo,
acordando,
até o dia em que me abandonará tal sorte
e serei então tragado pelos braços da sua irmã mais velha:
a morte.


(Júlio B.)
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