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O Louco Civilizado

Eu tomo loucura no café da manhã,
que eu me sirvo às duas da tarde,
quando eu deveria, na vida campeã,
estar no trabalho na hora covarde.

Eu cedo à fervura sem resistência,
é bem baixo meu ponto de ebulição.
E o faço sem dores na consciência,
contrariando a base da civilização.

Mas não sou louco de jogar pedra,
aprendi de cedo a esconder o jogo
pra não ser notado, mesmo penetra.

O tempo todo me atiça esse fogo
e eu gosto, eu quero, eu preciso.
Não deveria, mas não tenho juízo.


(Júlio B.)
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