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A Dança dos Estados das Coisas

Nada nunca é o bastante.
Nada.
Não existe estado,
só mudança de estado.

Somos todos células agrupadas.
Num dia é viva, no outro é morta.
Num dia cresce, no outro corta.

Nada nunca é pra sempre.
Nada.

Primeiro arruma, e bagunça a seguir.
E se você questiona a razão de insistir,
de arrumar a cama que será desarrumada,
é que a vida não passa muito dessa dança,
dessa sequência infinita de mudança.

Até mesmo na inação,
nada nunca é exatamente igual.
Não existe final,
só transformação.

Num dia para, no outro corre,
num dia vive, no outro morre.


(Júlio B.)
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