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A Nova Poesia

E das cinzas renasce a flor da primavera,
que bravamente suportou o longo inverno,
a longa, doída e contraditória espera,
o sofrimento que soube não ser eterno.

E lá está ela, em sua busca sincera,
pondo fim ao seu cativeiro mais interno.
Cada pétala voltou ao rubor que era,
encheu-se de sangue na saída do inferno.

Agora, sente o esplendor da claridade.
Agora, ela reconhece todo o seu valor.
Agora, todo sonho seu é de verdade.

Enfim, pode sonhar de novo com amor.
Daquele terrível inverno, nem saudade.
Depois das trevas, vem à luz a bela flor.


(Júlio B.)
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