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Poesia Em Tempo Real

Sai de mim!
Não quero te sentir!
Vá, solo de guitarra, me domine
e não deixe a tristeza tomar conta de mim!
Por favor.
Isso, assim mesmo.
Estou melhorando.
Já estou rindo.
Percebo até que estou escrevendo uma poesia sobre sentimentos em tempo real.
Ouço Starla.
Que atmosfera maravilhosa.
Ainda bem que tinha como aumentar o volume do fone de ouvido.
É um banho sonoro na alma.
Já saiu o que tentava me invadir.
Era árduo e depressivo, mas passou.
Às vezes, enche o saco essa coisa de ser tão suscetível.
Eu tenho mais de dez ementas pra ler,
não posso perder tanto tempo sofrendo por solidão.
Bem, às vezes não tem como evitar,
mas às vezes tem.
Agora toca Disarm.
Adoro essa música!
Meu corpo já não está tenso,
esvaiu-se o insólito tormento.
Ainda bem que comecei a escrever quando senti que ia ser vencido.
Escrever me faz tão bem.
Quando escrevo, as ideias são mais claras, as noções mais sistêmicas,
percebo que nem tudo é tão ruim e me permito sorrir.
Lembro agora de minutos atrás, quando eu gritava em desespero em minha mente:
- Sai de mim!
E repare na diferença pro meu discurso agora!
O tormento foi abortado por minha vontade de não senti-lo.
Gostei disso.
Home.
Está tocando Home.
Que música bonita!
Amor é tudo o que eu quero também!


(Júlio B.)
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