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Aos Descamisados

No mundo de hoje, quem é feliz?
A madrugada, o que é que ela diz?
Sem o azul do céu, oferece estrelas...
Nem todas belas, nem posso tê-las.

Mas posso ir até lá no meu foguete,
no meu fogo voador feito um tapete.
E posso tocá-las e descamisá-las,
passar como um jato abrindo alas.

E, quem sabe, na volta, cair no mar?
As estrelas marinhas podem brilhar?
E se eu encontrar um tentáculo suave
que segure firme o manche da nave?

Posso ir tão fundo quanto desejado
na magia do meu submarino prateado,
mas sei que vou apenas por diversão,
no mundo de hoje, cabe outra pretensão?

Os caminhos são sempre longos assim
e o ônus deles quase sempre cabe a mim.
E é fardo pesado, mas, não, não reclamo,
eu que procuro, é essa loucura que amo.

No mundo de hoje, o que não é loucura?
Novos mercados emergentes em Singapura?
Eu arrisco, azul o céu, florido o jardim,
branca a casa; e encontro o êxtase no fim.


(Júlio B.)
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