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Quase Cinco

Era só de madrugada,
mas depois começou a ser hora nenhuma,
era a opção segura de fim de noite,
o que já era humilhante,
mas eu aceitava por ter cartas na manga,
o que nem pude usar,
porque o jogo acabou.
São quase cinco.
A queda de braço acabou.
Quem venceu?
Não importa,
muito sangue já foi derramado.
Foi tudo por um fio:
o jogo arriscado,
os blefes afiados,
as ameaças por alto,
o subjugamento,
as brincadeiras de mau gosto,
dos dois lados.
A maldade...
A maldade.
O sangue escorrendo...
Quase cinco.


(Júlio B.)
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