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Na Sala Elitista

Na sala elitista, todo mundo é bonito,
mas não no rosto, em outro quisito,
no bolso, na pompa, na marca das roupas,
mas as espontaneidades são bem poucas.
E pouco importa se nela há animação,
o que vale de verdade é a ostentação.
E ninguém se importa com ninguém:
deve-se manter o olhar de desdém.
E ainda é bela tal decadência,
mas não na poesia, na aparência,
mas não na aparência do rosto,
no disfarce de suposto bom gosto,
que no fundo é só segregação,
que na sala elitista é sensação.
Fui com você até lá pra te agradar,
pra você me mostrar o seu habitat.
Na sala elitista é tudo muito fino,
só que menino não pode beijar menino.


(Júlio B.)
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