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Último Dia Do Ano Que Seria De Sorte

Insônia deslocada,
às quatro da manhã tomando pílulas
com água de côco numa praia imaginária
dentro do meu quarto.

Dor de cabeça que não cessa,
loucura que não passa,
trabalho que só cansa,
rotina que não presta.

Último dia do ano que seria de sorte,
nada de novo, nem nada perdido,
mas limpo, comprovadamente limpo,
apesar de toda ação no outro sentido.

Dia de visitas sem avisar,
solidão acumulada criando asas.
Asas num inseto de prata.
Você vive, você aprende.

Jantares de madrugada,
colocações inesperadas, invenção.
Cheiro bom, cheiro de Trunks.
Que venha o número da música então!


(Júlio B.)
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