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Amores Imaginários

Fecho os olhos e mergulho em pensamentos.
Consumo-me em desejos e lembranças.
Voo longe imaginando o que posso ter e que me faria feliz.
Afogo-me em criatividade e persistência.

Quando só me foram permitidos caminhos que não me contemplavam,
eu criei um caminho pra mim mesmo,
imaginário,
que me levaria até onde eu precisasse ir.

Fecho o livro, desligo a TV, fecho as janelas.
Entorpeço-me em sensações que só existem porque quero.
Imagino vidas, nomes, rostos, beijos...
Chamam de masturbação mental.

E todo desejo vai tão a fundo em sua essência
que torna o imaginário a existência mais honesta entre as que tenho.
Não há pudores e nem tipo algum de limitação
quando vou criar um amor para mim mesmo.

O que poderia ser mais honesto?
Imagino exatamente o que quero.
A imaginação não tem censura.
Vivo em pensamentos o que gostaria que fosse real.

Mas não sou tão ingênuo assim de achar que isso basta.
Torno real o que é possível ser real.
E o que não é, bem, guardo na esperança,
guardo no grafo de pendências para as quais terei de imaginar soluções.

Fecho os olhos e abro minha mente.
Não existe caminho sem saída,
existem caminhos com saídas ainda não desbravadas.
E me ponho a pensar sobre elas.

Fecho os olhos e abro o coração.
Fico alerta.
Desbravo caminhos que acho que podem me agradar.
Abro o coração para tudo o que eu ainda posso encontrar.

Estou cansado de esperar por um amor real que nunca chega.
Vou imaginar eu mesmo os meus amores
e buscar neles a realidade que preciso para existir.
Fecho os olhos e desejo: amores imaginários, estejam aí!


(Júlio B.)
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