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O Susto no Clímax

Já que não alcanço mais com os recursos que tenho,
estendo os braços virtuais dos quais me cerco
pra alcançar um pouco do que preciso.
Com a batuta na mão,
espero com alguma liberdade
o momento certo de reger a orquestra
até o clímax da sinfonia que ensaio.
Enquanto no palco os músicos me ignoram,
eu os consumo no ritmo que eu quero,
e sei a minha hora certa de sair de cena.
Sempre fiz isso tudo com maestria,
até que veio o susto de sair sons diferentes
dos instrumentos de sempre.
Um susto que agora me assombra,
que me tira o sono.
Um susto com sabor de coca-cola.


(Júlio B.)
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