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Lembrança Maldita

Eu estava só de passagem
pelo covil que você um dia
usou de tocaia
para me fazer refém,
para me entregar aos açoitadores.
Eu escapei com vida,
mas os meus sonhos
você conseguiu matar.
Eu só estava de passagem,
e num posto de gasolina
eu vi você outra vez,
tão desengonçado,
tão nada,
tão pouco
para eu ter arriscado tanto de mim.
Oh, como eu estava desesperado!
A pressa que quase me levou ao fim.


(Júlio B.)
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