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Os Sons Da Aurora

Eu acordei embriagado de satisfação,
com um sorriso que eu não podia esconder,
por mais soberbo que fosse.
Não podia e nem queria.

Pela janela que meus olhos ternamente fitavam,
um novo dia nascia, tão cedo, tão longo.
Eu andei por aquelas ruas como se fossem minhas.
Eu respirei o frio como se fosse agradável perfume.

E quando, às dez da noite, ainda sob a luz do sol,
eu me perdia na contemplação de tanta vida,
ah, eu estava lá, baby, eu estava lá!
Andando sem rumo, compondo canções ao meu prazer.

Eu fui dormir embriagado de sensações,
imerso em aspirações na noite tão curta,
em improvável harmonia com toda a ansiedade
da espera do outro dia por nascer.

Há relatos de povos que ouviam os sons da aurora,
embora a ciência prove que isso seria impossível.
Mas quando a primeira claridade entrava pela janela...
Ah, eu juro, eu quase podia ouvir...


(Júlio B.)
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