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Que Amargo!

Soldadinho de chumbo,
coitadinho, tão dumbo,
o circo pegou fogo,
você ateou a tocha,
e eu ainda aqui dentro,
palhaço triste,
anjos tristes voam longe,
eu era um presentinho,
você era o carrasco,
a cabeça pesava o mundo,
o estômago rasgado,
o seu lar de cristal,
seu plástico em chamas,
e o varão que assopra
o fogo que não apaga,
a água que nem sempre ajuda
o silêncio que assombra,
o beco sem saída,
e eu era o lindo,
você é que era o dumbo,
soldadinho de chumbo,
dando cabo nos sonhos,
sangrando os corações,
outorgando a verdade,
você pode e eu não.

Mas no fim eu não estarei sozinho.
Quanto a você, fique esperto!


(Júlio B.)
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