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Finalizando Julho

A vista aprisionada atrás do vidro
avista no horizonte um sentido,
avisa à retidão que há ruído,
e acredita.

O mesmo sentido de quase todo assanho,
o mês moldado por mais de meio ano,
o mezzo-tenor de tantos, tantos planos,
que acredita.

Contatos há tempos abandonados,
com tato e perícia rebuscados,
contratos feitos de um só lado,
acredita?

A corda que ata os dias no mês
acorda atrasada o instinto toda vez,
a cor da urgência que a vida se fez,
mas acredita.


(Júlio B.)
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