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Uma Libido

Já estou cansado de sentir coisas que não sei explicar.
E de madrugada, acordado, começo a pensar:
as coisas não estão bem, e nem vão melhorar,
eu nem posso dizer ao certo o que é,
mas de algum modo eu quero tentar:

é sobre bombas internas,
o bom senso em guerra,
um desejo intratável
do meu pobre coração.

Solidão sempre aqui comigo.
E a pressão de um instinto,
uma libido.

E quando o sol no horizonte voltar a brilhar,
mais um dia, uma chance de tentar me salvar.
Cada um, eu sei, com os seus problemas.
Eu não espero um herói no final.
Mas nem sempre consigo enfrentar:

tantos tapas da vida,
e rejeições tão seguidas.
Limitações pros meus sonhos,
pro meu pobre coração.

Solidão, e assim eu vivo.
Incompreensão, por um instinto,
uma libido.

Já estou cansado de sofrer por coisas que não dá pra evitar.
E de madrugada, sozinho, começo a chorar...
Eu queria pra mim o que nem dá pra contar.
Mas é assim que sinto, que vejo, que desejo,
e isso não dá pra consertar.

Privação,
sutil e sem sentido.
Ninguém vê
quando não é próprio umbigo.
Inversão,
fazem do que sinto proibido.
Solidão...
Mas eu estou comigo,
com meu instinto, minha libido.

Uma libido,
uma libido.


(Júlio B.)
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