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Depois da Saudade

A canção não era triste,
era o aceno visto da janela em movimento, se afastando...

O desejo não era o destino,
mas o aperto sim era sincero,
o aperto no peito.

A dor nascia das lembranças,
das tardes dos passeios que eu perderia,
das ruas pelas quais eu não mais passaria todo dia,
dos lábios que continuariam a sorrir longe de mim,
a dor era saudade.

E saudade é tempestade no mar revolto das memórias,
mas memórias nem sempre são nostálgicas,
e tempestades não duram pra sempre,
nada dura.

E a gente conhece um monte de gente,
e esquece um pouco os amores pendentes,
e passa a se alimentar do que virá pela frente,
do sentimento iminente de grandes mudanças.
De repente, a vida se enche...
Ah, a vida se enche!


(Júlio B.)
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