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Não, Pavlov, Não

Segue em silêncio o que esbraveja dentro de mim,
um pulso omisso de vida a fremir.
Omisso, mas meu de verdade e não imposto.
Veja bem, é do meu gosto.
Todo mundo sabe que gostos são excêntricos, não é?

Não vejo muitas vantagens em me abrir,
mas, como sempre, penso que vale a pena existir.
Dizem que não posso ser tão trágico assim,
mas é como se organizam os erros dentro de mim.

O que eu não aceito, e nem me permito,
é aceitar os moldes assim, assim, sem pensar.
Nunca fui de engolir demagogias,
e todo esse papo que já vem pronto e sem sal.
Não adianta me repetir mil vezes as mesmas velhas coisas,
o novo sempre me foi muito mais interessante.


(Júlio B.)
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