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Quadros Urbanos

Chuva,
em quadros urbanos,
ouça o que digo em meu canto,
em meu pranto, um adeus, até logo,
ou então ignore a minha voz.

Chuva,
que disfarça lágrimas,
eu na sacada,
a cidade na noite molhada,
respingos de saudade antecipada
do mundo através da janela que eu não verei mais.

Chuva,
em quadros urbanos,
borrando anúncios não lidos,
riscando todo o espaço,
coincidindo com eixo desses lares verticais.

Luzes,
em vidros e astros,
em quartos e salas vazios,
nas caixas embalando a mudança
que a chuva lá fora nem liga.


(Júlio B.)
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