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Supernova

Não era mais um começo:
eram tropeços, eram destroços.
Éramos impossibilidades.
Éramos eu então sozinho!
E eu era só desespero,
então segui qualquer caminho.
Eu mirei qualquer saída
e olha onde eu vim parar!

Você chama de aventura,
passa o tempo falando de amargura,
de si, e só do que te importa,
nem repara no céu as explosões estelares,
mas eu já passei dessa fase.
Houve dias, sim, sem horizontes,
e então eu era o desespero,
e foi assim que vim parar aqui.

Você vomita sua filosofia de novo!
Mas já entra por um ouvido e sai por outro.
Engana-se ao pensar que lhe pedirei socorro.
Rstou deslocado, mas não sou bobo,
e sei que você também não é.
O problema é que destoamos demais,
de nós mesmos e do mundo.
Mas eu sempre disse o que penso sobre isso.

Eu quero por inteiro, e não as sobras.
Não vou abrir mão disso agora.
Você ri e diz que não rola.
É, eu sei, você nunca deu bola
pra todo bem que eu te quis.
Pra todo bem que eu te fiz.
Eu nem falava de final feliz, baby.
Mas calma aí que nem é o final.


(Júlio B.)
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