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Uma Festa de Vidro

Vem, não sei quanto tempo ainda aguento até a sua volta.
Volta.
Vem e me solta.
E me escolta.
Estou perdido, e em perigo.
Cacos de vidro refletidos em globos coloridos.
E eu assim, meio inibido, peito doído, e deslocado.
O olhar desencantado,
e longínquo.
O que sinto é o que não minto,
mas que também não digo.
É quando me inibo.
Cacos de vidro no chão de fim de festa.
E é então só o que resta.
Junto com o meu embaraço.
Vem,
e me dá um abraço.
Vem logo, que estou em pedaços.
Volta, mesmo que só pra recolher os estilhaços.


(Júlio B.)
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