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Saudades Do Meu Sangue

Era tão vermelho, e era tão meu.
Era o elixir da minha juventude.
Era assim o sangue que se perdeu
nessas necessidades da saúde.

Corria incessante nos capilares
nos labirintos do meu coração,
nas veias e artérias, nos olhares,
como num parque de diversão.

Levava rubor à face no ensejo
de alguma timidez indisfarçável.
Preenchia as cavernas do desejo,
era comigo sempre tão afável!

Circulava contente nos sorrisos.
Pulsava quente e reconfortante
sempre que assim era preciso.
O batimento era tão constante!

Constância que também era vital
no aquecimento das extremidades,
na oscilação de venoso e arterial,
Agora, são suspiros de saudades.

Era tão meu, e eu era tão corado,
mas não se encontra mais em mim.
Palidez assentida, glóbulos coletados,
eu incompleto, nostálgico, chinfrim.


(Júlio B.)
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