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Luz

Lua lá no alto tão longe.
Lugar algum seria tão lúgubre.

Nos olhos flutuantes, sei que saí no lucro.
Nas lembranças líricas, admito os lapsos lúdicos.
No estilo dátilo, alegro-me por ter sido bom aluno.

Lúcido, lanço-me a novas evoluções.
Lutei com as letras que tinha e não deu.

Não houve soluço, mesmo porque eu nunca fui dado a luxos.
Não houve abalo, mesmo porque eu não estava ludibriado.
Não houve como amá-lo, porque não houve abertura.

Luva sem mão.
Lustre sem brilho.

E a luz se apagou.


(Júlio B.)
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