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Verdades

Eu sou a minha dúvida vital
e o culpado da minha vida sem sal.
Sou a minha própria sorte
e, fatalmente, a minha morte.

Eu sou a destruição que tento interromper
e toda a dor que um dia hei de sofrer.
Eu sou a minha lágrima que ainda deslizará
e o sorriso, se é que algum dia ele virá.

Não sei de onde nasce tanto pensamento ruim,
nem sei por que me sinto tanto tempo assim.
Sei o que quero e sei da minha limitação
e ainda acredito em esperança e redenção.

Mas quando tudo parece tão distante
e cada possibilidade parece insignificante,
a minha vontade é me implodir de repente.
Verdade tão duvidosa, felicidade tão ausente.

Mas não vou me entregar tão fácil à desperança.
Estarei de prontidão ao primeiro sinal de mudança.
E estou escrevendo isso com toda a honestidade,
embora eu não saiba o quanto disso é verdade.


(Júlio B.)
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