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Derrota (Coração De Porcelana)

Pensei que venceria,
e negligenciei, eu confesso,
mas nunca imaginei que a queda seria tão dolorosa.
A vontade realmente é de não levantar mais.

Por um instante, pensei que fosse o fim.
Olho bem pra mim:
o que eu ainda estou fazendo aqui?
A derrota era tão certa...

Não estou assim por ter me enganado de novo,
nem por novamente ter pensado que era amor o que era nada.
Estou bravo é comigo mesmo por ser tão tolo.
Eu sabia que esse era o maior risco desde o início.

Eu sei, eu sei,
há tanto caminho pela frente.
Há tantos embates por enfrentar.
Eu deveria estar sacudindo a poeira.

Vou-me lá, vou-me lá,
juntar os cacos que eu achar.
A cada derrota fica mais árduo consertar
meu coração de porcelana que ainda bate a sonhar.


(Júlio B.)
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