Boy In A Bowl um dia teve o sonho mais doce que se pode ter. Mas então ele acordou. Depois disso, o mundo real à sua volta ficou cansativo demais, pragmático demais, previsível demais. Ele quis voltar para o sonho, mas não soube como. Quis gritar sua necessidade, mas a voz não era alta o suficiente. Aí, começou a fazer o que costumam chamar de arte.
Os artistas sempre foram as pessoas mais interessantes do mundo, segundo ele.
Arte
(Júlio B.)
Arte.
De mim, da Terra, de Marte.
Um dia vem, no outro parte.
Mas é sempre arte por tudo o quanto é parte.
-- Música --
Boy In A Bowl derramou sozinho lágrimas, em frente ao computador, ouvindo Metarie, do Brendan Benson. Ele ainda acha que isso não é uma obsessão, nem nada depressivo.
As canções serão sempre as canções. As lágrimas é que são dele.
Boy In A Bowl também chora no cinema.
Chora até com cenas de injustiças cotidianas.
E a música sempre esteve lá, em todas as civilizações, em todos os povos, para todos os gostos, para as danças e para os olhos fechados.
Boy In A Bowl tem a música como obra e como matéria-prima.
Ele tem trabalhado duro nisso.